Conexão moda e dramaturgia

Foto: Divulgação

Para a jornalista e pesquisadora Leusa Araújo, o tema moda merece mais estudos no Brasil

Por Beathriz Paz Martinez

“Não existe mais o jornalista fechado em um tema, temos que sempre estar em busca de coisas novas”, afirma a pesquisadora Leusa Araújo, que esteve em uma sessão de bate papo com participantes do curso de pós-graduação Comunicação e Cultura de Moda, no Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo.

Jornalista e escritora (ela estreou na literatura de 1994), Leusa atua hoje como pesquisadora do núcleo de Teledramaturgia da Rede Globo. A prova da intensa atividade literária são seus livros com temas diversos, sendo sete publicados até o momento. Dois deles são para crianças, na categoria informativo: “Tatuagem, piercing e outras mensagens do corpo” (Cosac Naify, 2005) e o “Livro do Cabelo” (Editora Leya), para profissionais da área, resultado de seis anos de pesquisa sobre o assunto.

Para Leusa, o jornalista é como um historiador, sempre em busca da primeira pessoa. “Fica em alerta a todas as novidades e com as coisas que estão próximas a ele”. Como pesquisadora, adverte para o risco do anacronismo, isso é, “olha para fatos e circunstâncias do passado com o olhar contemporâneo”. Em contrapartida, propõe uma busca pela neutralidade sobre o tema ou assunto em pauta.

Segundo ela, muitas vezes a pauta surge de pesquisas voluntárias ou até involuntárias. “Geralmente essas são as mais preciosas e se encontram nas redes sociais, pois o voluntário se sente mais à vontade ao escrever a própria opinião ou história, por estar atrás da tela do celular ou computador”, comenta. Cultivar fontes é primordial para auxiliar em algum assunto é até mesmo achar as fontes da pesquisa, avisa.

Ao abordar a moda no Brasil, a jornalista comenta que o tema ainda tem muito que ser estudado, refletido e escrito. “Há pouquíssimos textos sobre o assunto, inclusive pela cultura que ainda temos sobre ele”. Ela lembra que trabalhou por um bom tempo com Glória Kalil, tendo sido responsável pela pesquisa e edição de textos de livros da consultora. O estudo, segundo Leusa, exigiu muita pesquisa com vários profissionais da área, “até por uma dificuldade de se achar material publicado sobre o tema”, comenta, acrescentando que recorreu a muitas referências em músicas, filmes, novelas em estudos de antropologia e sociologia.

(Foto: Divulgação)

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